quinta-feira, 26 de agosto de 2010

A águia e sua renovação


A águia é a ave que possui a maior longevidade da espécie. Chega a viver 70 anos. Mas, para chegar a essa idade, aos 40 anos ela tem que tomar uma séria e difícil decisão. Aos 40 anos ela está com as unhas compridas e flexíveis, não consegue mais agarrar as presas das quais se alimenta. O bico alongado e pontiagudo se curva. Apontando contra o peito estão as asas, envelhecidas e pesadas em função da grossura das penas, e voar já é tão difícil! Então, a águia só tem duas alternativas: Morrer… ou enfrentar um dolorido processo de renovação que irá durar 50 dias. Esse processo consiste em voar para o alto de uma montanha e se recolher em um ninho próximo a um paredão onde ela não necessite voar. Então, após encontrar esse lugar, a águia começa a bater com o bico em uma parede até conseguir arrancá-lo. Após arrancá-lo, espera nascer um novo bico, com o qual vai depois arrancar suas unhas. Quando as novas unhas começam a nascer, ela passa a arrancar as velhas penas. E só após cinco meses vai para o famoso vôo de renovação e para viver então mais 30 anos.

Em nossa vida, muitas vezes, temos de nos resguardar por algum tempo e começar um processo de renovação. Para que continuemos a voar um vôo de vitória, devemos nos desprender de lembranças, costumes e outras tradições que nos causaram dor. Somente livres do peso do passado, poderemos aproveitar o resultado valioso que uma renovação sempre traz.

domingo, 22 de agosto de 2010

A Águia e a Galinha - Uma metáfora da condição humana


Era uma vez um camponês que foi a floresta vizinha apanhar um pássaro para mantê-lo em sua casa. Conseguiu pegar um filhote de águia. Coloco-o no galinheiro junto com as galinhas. Comia milho e ração própria para galinhas. Embora a águia fosse o rei/rainha de todos os pássaros. Depois de cinco anos, este homem recebeu em sua casa a visita de um naturalista. Enquanto passeavam pelo jardim, disse o naturalista:
- Esse pássaro aí não é galinha. É uma águia.
- De fato – disse o camponês. É águia. Mas eu criei como galinha.
Ela não é mas uma águia. Transformou-se em galinha como as outras, apesar das asas de quase três metros de extensão.
- Não – retrucou o naturalista. Ela é e será sempre uma águia. Pois tem um coração de águia. Este coração a fará um dia voar ás alturas. - Não, não – insistiu o camponês. Ela virou galinha e jamais voará como águia. Então decidiram fazer uma prova. O naturalista tomou a águia, ergueu-a bem alto e desafiando-a disse: - já que você de fato é uma águia, já que você pertence ao céu e não a terra, então abra suas asas e voe! A águia pousou sobre o braço estendido do naturalista. Olhava distraidamente ao redor. Viu as galinhas lá embaixo, ciscando grãos. E pulou para junto delas. O camponês comentou:
- Eu lhe disse, ela virou uma simples galinha!
- Não – tornou a insistir o naturalista. Ela é uma águia.
E uma águia será sempre uma águia. Vamos experimentar novamente amanhã.
No dia seguinte, o naturalista subiu com a águia no teto da casa. Sussurrou-lhe:
- Águia, já que você é uma águia, abra as suas asas e voe!
Mas quando a águia viu lá embaixo as galinhas, ciscando o chão, pulou e foi para junto delas.
O camponês sorriu e voltou à carga:
- Eu lhe havia dito, ela virou galinha!
- Não – respondeu firmemente o naturalista. Ela é águia, possuirá sempre um coração de águia. Vamos experimentar ainda uma ultima vez. Amanhã a farei voar.
No dia seguinte, o naturalista e o camponês levantaram bem cedo. Pegaram a águia, levaram para fora da cidade, longe das casas dos homens, no alto de uma montanha. O sol nascente dourava os picos das montanhas. O naturalista ergueu a águia para o alto e ordenou-lhe:
- Águia, já que você é uma águia, já que você pertence ao céu e não à terra, abra suas asas e voe! A águia olhou ao redor. Tremia como se experimentasse nova vida. Mas não voou. Então o naturalista segurou-a firmemente, bem na direção do sol, para que seus olhos pudessem encher-se da claridade solar e da vastidão do horizonte.
Nesse momento, ela abriu suas potentes asas, grasnou com o típico kau-kau das águias e ergue-se, soberana, sobre se mesma. E começou a voar, a voar para o alto, a voar cada vez mais para o alto. Voou... voou... até confundir-se com o azul do firmamento...
E Aggrey terminou conclamando:
- Irmãos e irmãs, meus compatriotas! Nós fomos criados à imagem e semelhança de Deus! Mas houve pessoas que nos fizeram pensar como galinhas. E muitos de nós ainda acham que somos efetivamente galinhas. Mas nós somos águias. Por isso, companheiros e companheiras, abramos as asas e voemos . Voemos como as águias. Jamais nos contentemos com os grãos que nos jogarem aos pés para ciscar.

(Autor: Leonardo Boff)

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Solar


Venho do sol
A vida inteira no sol
Sou filha da terra do sol
Hoje escuro
O meu futuro é luz e calor
De um novo mundo eu sou
E o mundo novo será mais claro
Mas é no velho que eu procuro
O jeito mais sábio de usar
A força que o sol me dá
Canto o que eu quero viver
É o sol
Somos crianças ao sol
A aprender e viver e sonhar
E o sonho é belo
Pois tudo ainda faremos
Nada está no lugar?
Tudo está por pensar
Tudo está por criar
Saí de casa para ver outro mundo, conheci
Fiz mil amigos na cidade de lá
Amigo é o melhor lugar
Mas me lembrei do nosso inverno azul
Eu quero é viver o sol
É triste ter pouco sol
É triste não ter o azul todo o dia
A nos alegrar
Nossa energia solar
Irá nos iluminar
O caminho
Milton Nascimento e Fernando Brant

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Graças Pai


" O que me fascina em Jesus não é só a capacidade de ressucitar os mortos, de
curar os cegos ou os paralíticos, o que me fascina Nele é a sua capacidade
e a coragem de dizer que Deus é Pai, um Pai que tem preferência pelos piores
homens e mulheres deste mundo.
Um Pai que ama os que não merecem ser
amados, que abraça os que não merecem ser abraçados e que escolhe os que
não merecem ser escolhidos.
Um Pai que quebra as regras ao nos desconcertar
com seu amor tão surpreendente, um Pai que não quer se ocupar com os erros
que você cometeu até o dia de hoje.
Porque o amor que Ele tem por você, é um
amor cheio de futuro. Ele não está preso ao seu passado e a Ele não interessa
o que você fez ou deixou de fazer de sua vida. A Ele o que importa é o que
você ainda pode fazer."
Pe. Fábio de Melo

sábado, 14 de agosto de 2010

Tempestade


A vida tem dessas.

Tempestades vem e vão, elas são imprescindíveis para nos fazerem recordamos os momentos ruins.

Toda vez que uma tempestade vem, ela arranca coisas do nosso íntimo. Coisinhas miúdas começam a agredir nosso ser. Desenterramos o passado que mais nos magoa e as mágoas são com a ferrugem, vão tomando espaço. É um auto flagelo.

Tenho medo de que um dia a tempestade não passe e que a bonança não chegue. Tenho medo do raio cair e aumentar o buraco no peito.

Ao mesmo tempo, desejo que a chuva lave e leve os resquícios de dor. Posso sentí-la em meu rosto, suave com a mão de Deus a me acariciar enquanto diz:

"É preciso renascer, é preciso sonhar, há muito ainda o que fazer, é preciso deixar a chuva molhar, deixar chover, os raios cairem e a tempestade destruir pois ao mesmo passo que isso acontece algo em ti vai se reconstruindo, mudando e reanimando teu ser."

Eu quero ouvir Senhor, mas não consigo. Perdoe a minha surdez espiritual, perdoe a minha inconstancia, perdoe-me por ser uma pessoa limitada e não conseguir ver além. Dá-me visão de águia Senhor, águia que voa na bonança e na tempestade, sem medo de cair. Com coragem de voar em meio aos raios, sem medo de que eles queimem minhas asas e meus sonhos.

Por Águia Pequena

EQUILÍBRIO


Em tudo é necessário equilíbrio...

Equilíbrio entre:

Ser alegre e não extrovertido no sentido negativo...

Ser sincero e não machucar...

Ser firme nas idéias e não arrogante...

Ser humilde e não submisso...

Ser rápido e não impreciso...

Ser contente e não complacente...

Ser despreocupado e não descuidado...

Ser amoroso e não apegado...

Ser pacífico e não passivo...

Ser disciplinado e não rígido...

Ser flexível e não frouxo...

Ser comunicativo e não exagerado...

Ser obediente e não cego...

Ser doce e não melado...

Ser moldável e não tolo...

Ser introspectivo e não enclausurado...

Ser determinado e não teimoso...

Ser corajoso e não agressivo...

Em tudo é necessário equilíbrio...


quinta-feira, 12 de agosto de 2010


“Não devemos permitir que alguém saia de nossa presença sem sentir-se melhor e mais feliz.”
Madre Teresa de Calcutá